Acreditando na Boa Ação

Agosto 30, 2008

Caros amigos,

Estava eu voltando para casa, na semana passada, muito preocupado com o estado de saúde da minha sogra, que estava internada na U.T.I., e ao atravessar um dos faróis uma jovem, que estava encostado na parede de um prédio me estendeu as mãos:

- Moço, me compra um pão!

Na preocupação do momento passei direito levantando a mão, num gesto que dizia “não tenho dinheiro”. Mas no meio da minha travessia, parei, olhei novamente para a garota e voltei.

- Você quer um pão? lhe perguntei.

- Quero sim – ela me respondeu.

- Então venha comigo – e a levei para uma lanchonete próxima.

Nos acomodamos no balcão e lhe perguntei o nome. 

- Meu nome é Domênica.

- Quantos anos você tem? quis saber.

- 23. Muito obrigada, moço! Prefiro pedir do que roubar, o senhor não acha?

- Claro que sim. O que você quer comer?

- Um pão com manteiga, moço – disse-me ela gentilmente.

- Você gosta de misto quente?

- O senhor que sabe, moço. Gosto sim.

- E o que quer beber?

- Um café com leite.

Fiz sinal para a garçonete e pedi um misto-quente e um café com leite para a garota.

- Brigada, moço. Eu tô gravida, mas prefiro pedir do que roubar – me repetiu ela. – Mas encontro pessoas boas, moço. Mesmo quando não me dão eu continuo pedindo. Eu não tenho vergonha de pedir.

- Está certo. Você não deve mesmo roubar. Há quanto tempo que você está nas ruas?

- Há três meses, moço.

- E há quanto tempo você está grávida?

- Há 2 meses.

- E você morava onde?

- Em Mauá, conhece?

- Pouca coisa – falei, mas na verdade não conheço nada do lugar.

- Minha mãe era alcólatra, moço. Sempre tava batendo na gente. Então um dia fugi de casa. Não aguentada mais apanhar.

- Certo. E quantos irmãos você tem?

- Tenho um, que também saiu de casa.

- Antes ou depois de você – quis saber.

- Ele saiu antes.

- E sei pai?

- Meu pai morreu. Se ele estivesse vivo, tudo seria diferente. Meu pai era uma pessoa boa, moço. Se ele soubesse que minha mãe tratava a gente como ela tratava, ele tinha matado ela.

- E você não usa drogas, usa?

- Não, moço! Não uso não. Quando me oferecem eu não aceito.

- Isso mesmo. Afinal, você tem que pensar, além de você, nesse bebê que está crescendo na sua barriga.

- Eu estou tentando arrumar um lugar num albergue no Centro. Fiz amizade com umas pessoas lá. Tenho esperança de conseguir um lugar lá, para poder dormir. Porque eles me deixam tomar banho, me dão comida. Mas não posso dormir lá. Assim que conseguir eu vou ver se consigo um trabalho, para poder me sustentar e sustentar meu filho.

- E por enquanro vc dorme onde?

Ela me apontou a praça Rosevelt:

- Durmo lá!

Fiquei imaginando aquela jovem dormindo ao relento, e me abatei uma tristeza. É muito triste nos darmos conto que que existem tantos que sofrem, muitas vezes calados, durante as madrugadas frias.

- Espero que você consiga logo um lugar no Albergue – disse-lhe com sinceridade.

- Obrigada, moço!- disse-me ela, dando uma enorme mordia no sanduiche.

- Mas nunca se envolva com drogas, hein? – altertei ela. – Você mesma deve saber que é um caminho muito perigoso.

- Sei sim, moço. Não quero me envolver com isso não.

- Beleza! Assim fico mais despreocupado. Bom, tenho que ir. Vê se te cuida.

- Obrigada, moço. Deus te abençoe – disse-me ela, me apertando a mão.

- Você também – disse lhe apertando a pequena mão. – Quanto devo? Perguntei à garçonete.

- São 4 reais.

Fui até o caixa e paguei. Me sobrou 6 reais de troco. Voltei até a moça e lhe entreguei uma nota de 5 reais.

- Toma! Pra você comer alguma coisa mais tarde.

Ela olhou a nota, e novamente me apertou a mão: – Muito obrigada, moço!

- Se cuida, menina.

Quando estava saindo um senhor, que estava “esquentando” a goela, me bordou: – Acho que conheço o senhor. O senhor não é o Dr. Guilherme?”

- Não, não sou o Dr. Guilherme – respondi com um sorriso.

- Mas o senhor parece muito com ele.

- Bom, agradeço, mas não sou esse Dr. Guilherme. Fique com /deus.

- O senhor Também.

Quando estava saindo ainda consegui ouvir o senhor falando com o caixa da lanchonete: – Ele é a cara do Dr. Guilherme.

Não conheço esse Dr. guilherme, mas espero que ele possa estar ajudando muitas pessoas. Não sou médico formado. Mas, algumas vezes tento ajudar também. E peço para que deus possa ministrar o remédio da melhor maneria para as pessoas que encontro pelo caminho desta minha humilde vida.


O SENTIMENTO DE CULPA

Agosto 12, 2008

Existem as culpas pequenas e as grandes.
As que ficam por algumas horas e as que perseguem para o resto da vida.
As primeiras são os pequenos pecados do dia-a-dia, as mentiras bobas, os deslizes, que até nos impedem de dormir muitas vezes, mas são passageiras e acabam tornando-se banais e nem se pensa muito.
As últimas são terrivelmente pesadas de se carregar, elas podem destruir a vida toda de uma pessoa.São raras as pessoas que recebem uma condenação de outros por algum ato cometido, que não tentem se defender ou se justificar.
Mas não há quem se condena a si mesmo que procure aliviar sua culpa com desculpas.

A questão não está nas coisas sem conseqüências.
Essas coisas fazem parte das marés do dia-a-dia e perdoamo-nos tão facilmente como cometemos os erros.
A questão está nas culpas que chegam sozinhas, os acidentes pelos quais as pessoas se responsabilizam, as perdas e sofrimentos os quais as pessoas se dizem que poderiam ter evitado se tivessem feito isso ou aquilo e se condenam a cada instante.

As auto-punições não resolvem.
O recusar-se a felicidade não corrige erros, não compensa as dores.
O abandonar-se não faz ir adiante.
Dormir mais horas para não ver passar o tempo não vai diminuir o tempo determinado por Deus para a vida de cada um.
E tentar encurtar esse tempo, dom de Deus, pelos próprios meios, só pode trazer uma condenação eterna, que ninguém merece.

Somos nós nossos juízes mais severos se somos também nossos promotores mais duros.
Mesmo com toda compreensão, com todo amor, toda ajuda possível, não podemos nos livrar de culpas se essa libertação não vem do nosso interior, se ela não vem com a ajuda dAquele que sendo tudo, ainda nos prometeu um coração novo.

Então, o Anjo que o Senhor prometeu estar à nossa volta, nos diz isso:

Não importa em quantos pedaços seu coração foi quebrado, Jesus pode restaurá-lo.

Não importa o que você fez, onde você andou, nem os caminhos que escolheu, Jesus ama você acima das suas escolhas.

Não importa quantas vezes você caiu e quantas se levantou, Jesus pode levantar você de uma vez por todas.

Não importa qual foi seu pecado, se os homens te condenaram ou absolveram, Deus te absolve.

E se Deus absolve…
acredite nEle: você é livre!

 

(autor desconhecido)


SEJA O CISNE…

Agosto 12, 2008


Talvez o maior desafio da vida moderna seja sermos nós mesmos em um mundo que insiste em modelar nosso jeito de ser.
Querem que deixemos de ser como somos e passemos a ser o que os outros esperam que sejamos.
Aliás, a própria palavra “pessoa” já é um convite para que você deixe de ser você.
“Pessoa” vem de ‘Persona’, que significa “máscara”. É isso mesmo:
coloque a máscara e vá para o trabalho.
Ou vá para a vida com a sua máscara.
Talvez o sentido do elogio:
‘Fulano é uma boa pessoa’, signifique na verdade:
‘Ele sabe usar muito bem a sua máscara social’.
Mas qual o preço de ser bem adaptado?
O número de depressivos, alcoólatras e suicidas aumenta assustadoramente.
Doenças de fundo psicológico como síndrome do pânico e síndrome do lazer não param de surgir.
Dizer-se estressado virou lugar-comum nas conversas entre amigos e familiares.
Esse é o preço.
Mas pior que isso é a terrível sensação de inadequação que parece perseguir a maioria das pessoas.
Aquele sentimento cristalino de que não estamos vivendo de acordo com a nossa vocação.
E qual o grande modelo da sociedade moderna?
Querer ser o que a maioria finge que é.
Querer viver fazendo o que a maioria faz.
É essa a cruel angústia do nosso tempo:
o medo de ser ultrapassado em uma corrida que define quem é melhor, baseada em parâmetros que, no final da pista, não levam as pessoas a serem felizes.Quanta gente nós não conhecemos, que vive correndo atrás de metas sem conseguir olhar para dentro da sua alma e se perguntar onde exatamente deseja chegar ao final da corrida?
A maior parte das terapias prega que as pessoas não olham para dentro de si com medo de encontrar a sua sombra.
Porém, na verdade, elas não olham para dentro de si por medo de encontrar sua beleza e sua luz.
O que assusta é o receio de se deparar com a sua alegria de viver, e ser forçado a deixar para trás um trabalho sem alegria.
Mas sejamos francos:
para quê manter um trabalho sem alegria?
Só para atender às aspirações da sociedade?

Basta voltar os olhos para o passado para ver as represálias sofridas por quem ousou sair dos trilhos, e, mais que isso, despertou nas pessoas o desejo de serem elas mesmas.
Veja o que aconteceu a John Lennon, Abraham Lincoln, Martin Luther King, Isaac Rabin?
É muito perigoso não ser adaptado!
Essa mesma sociedade que nos engessa com suas regras de conduta, luta intensamente para fazer da educação um processo de produção em massa.
Porque as pessoas que vivem como máquinas não questionam a própria sociedade.
A maioria das nossas escolas trabalha para formar estudantes capazes de passar no vestibular.
São poucos os educadores que se perguntam se estão formando pessoas para assumirem a sua vocação e a sua forma de ser.
As escolas de música ensinam com os mesmos métodos as mesmas músicas.
Quase todas querem formar covers de Mozart ou covers dos Beatles.
É raro um professor com voz dissonante que diga para seus alunos:
“Aqui você vai aprender idéias, para liberar o músico que existe dentro de você”.
Os MBA’s, tão na moda, na sua maioria, usam os mesmos livros, dão as mesmas aulas, com o objetivo não explicitado de formar covers do Jack Welch ou do Bill Gates.
O que poucos sabem é que nenhum dos dois fez MBA.
Bill Gates, muito ao contrário disso, abandonou a idolatrada Harvard para criar uma empresa na garagem, que se transformou na poderosa Microsoft.
Os MBA’s são importantes para que o aluno aprenda alguns instrumentos de administração.
Mas alguém tem de dizer ao estudante:
“Utilize essas ferramentas para implementar suas idéias, para ser intensamente você”.

Quantos casos de genialidade que foram excluídos das escolas porque estavam além do que o sistema de educação poderia suportar.
Conta-se que um professor de Albert Einstein chamou seu pai para dizer que o filho nunca daria para nada, porque não conseguia se adaptar.
Os Beatles foram recusados pela gravadora Deca!
O livro foi recusado por 13 editoras!
Caetano Veloso foi vaiado quando apareceu com a sua música “Alegria, Alegria!”.
O projeto da Disney Word foi recusado por 67 bancos!
Os gerentes diziam que a idéia de cobrar um único ingresso na entrada do parque não daria lucros.
O genial Steven Spielberg foi expulso de duas escolas de cinema antes de começar a fazer seus filmes, provavelmente porque não se encaixava nos padrões comportamentais e técnicos que a escola exigia que ele seguisse.
Só há pouco tempo é que ele ganhou um título de ‘honoris causa’ de uma faculdade de cinema.
E recebeu o titulo pela mesma razão que foi expulso anteriormente:
ter assumido o risco de ser diferente, por não ceder à padronização que faz com que as pessoas pareçam seres saídos de linhas de montagem.

A lista de pessoas que precisaram passar por cima da rejeição porque não se adaptavam ao esquema pré-existente é infinita.
A sociedade nos catequiza para que sejamos mais uma peça na engrenagem e quem não se moldar para ocupar o espaço que lhe cabe será impiedosamente criticado.
Os próprios departamentos de treinamento da maioria das empresas fazem isso.
Não percebem que treinamento é coisa para cachorros, macacos, elefantes.
Seres humanos não deveriam ser treinados, e sim estimulados a dar o melhor de si em tudo o que fazem.
Resultado:
a maioria das pessoas se sente o patinho feio e imagina que todo o mundo se sente o cisne.
Triste ilusão:
quase todo mundo se sente um patinho feio também.
Ainda há tempo!
Nunca é tarde para se descobrir único.
Nunca é tarde para descobrir que não existe nem nunca existirá ninguém igual a você.
E ao invés de se tornar mais um patinho, escolha assumir sua condição inalienável de cisne!

TEXTO: Roberto Shinyashiki


SENTIMENTOS

Agosto 12, 2008

Quanto tempo dura uma alegria para você?
Se for uma comemoração bacana, algo muito esperado, quanto tempo você comemora?
Se for uma disputa, um campeonato e você for o campeão, quanto tempo dura a emoção do triunfo?
E se for um amor, o primeiro beijo depois de muita batalha?
Quanto tempo seus lábios ficam sentindo esse gostinho, e quanto tempo seu coração fica disparado?Preste atenção nas emoções da alegria, por maior que seja a explosão de felicidade, deixamos escapar os bons momentos pelos vãos dos dedos, parece que nossa alma anseia sempre por algo mais, o amor de ontem vira rotina nos próximos dias, o campeonato tão disputado já virou troféu na galeria, e daquele dia tão lindo, só restam algumas fotos, meio amareladas pelo tempo, pelo desuso.

Já a dor, o sentimento de perda, esse não esquecemos facilmente.
Perceba quanto tempo choramos pelos entes queridos?
Quanto tempo perdido ao lamentar o amor que se foi?
Muitos não recuperam depois de perder um campeonato, outros não conseguem esquecer uma traição, outros não conseguem perdoar qualquer contradição, e arrastam por longos anos, o sentimento da dor, cultivando uma doença na alma, um câncer que não se cura, uma ferida que não seca.

Assim, neste dia que também vamos esquecer rapidamente, guarde a lição do Universo que lentamente constrói, desde filetes de água que um dia serão oceanos, até pequenos grãos de areia que se ajuntam com o vento, e um dia serão montanhas que iremos escalar, seja grato com a vida que te traz oportunidades, saiba agradecer o pão que teu suor conquista, não lamente o que se perdeu, chore apenas pelo que não consegues buscar, porque todas as coisas te são possíveis, neste dia em que a alegria passa ligeiro, e a tristeza quer fazer morada, no coração de quem não aprendeu, que a vida é a jóia mais preciosa, que Deus entregou na mão de um ser especial, a quem Ele carinhosamente chama de filho:
você.

Cuide bem do seu tesouro, a vida é dom de Deus!

Eu acredito em você.

 

(AUTOR DESCONHECIDO)