AÇOITE

Novembro 5, 2008

Os guardas levaram Charlie, devidamente acorrentado até a praça pública, onde seria açoitado como exemplo.

- Parem, parem, tenham piedade!- gritava o refém entre lágrimas e tentando fincar os pés no solo, afim de adiar o castigo eminente.

- Calado, traste! Seu tempo findou. Tiveste a oportunidade e a deixastes escapar. Agora é tarde. Levem-no.

O conduziram até a plataforma de madeira, onde o seu algoz estava esperando com o chicote na mão. Várias lamentações foram ditas da boca do réu, mas não foram suficientes para acalmar a ira da plebe, que gritava ensandecida: “Mentiroso, mentiroso”.

Suas mãos foram amarradas em torna da coluna. Ao ouvir o estalar do chicote no ar, ele trincou os dentes e apertou os olhos, aguardando o couro do chicote lhe cortar a carne.

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De certo que estou precisando mesmo de umas lapadas no lombo. Assim aprendo a manter o foco e não me distanciar da escrita. Entra mês e sai mês e eu não aprendo a escrever algo toda semana no blog. Mas não posso desistir. Preciso manter isso em mente, até que eu aprenda e absorva a lição. Mesmo que seja entre uma chibatada ou outra.

Grande abraço,

Charlie/Andy


Mandar no Tempo

Setembro 23, 2008

Caramba, quase um mês sem postar nada no blog. Tsk, tsk, tsk. Assim não consigo cumprir com o prometido em sempre postar alguma coisa toda semana. Mas quero ver se tomo tento e me dedico mais ao meu espaço virtual.
Tudo na vida tem que ter disciplina. Se a gente não cria o hábito, já era. É preciso que a gente tenha o compromisso de alcançar aquilo que sonhamos. Os planos devem ser traçados, e seguidos. Pois de nada adianta planejarmos se não colocamos mãos à obra. É o que o velho ditado diz: “Não se vence uma batalha sem lutar”. É a mais pura verdade.
Portanto, terei de me educar em não deixar que o passar do tempo me afaste dos meus objetivos.

Um grande abraço a todos,

   Charlie


Acreditando na Boa Ação

Agosto 30, 2008

Caros amigos,

Estava eu voltando para casa, na semana passada, muito preocupado com o estado de saúde da minha sogra, que estava internada na U.T.I., e ao atravessar um dos faróis uma jovem, que estava encostado na parede de um prédio me estendeu as mãos:

- Moço, me compra um pão!

Na preocupação do momento passei direito levantando a mão, num gesto que dizia “não tenho dinheiro”. Mas no meio da minha travessia, parei, olhei novamente para a garota e voltei.

- Você quer um pão? lhe perguntei.

- Quero sim – ela me respondeu.

- Então venha comigo – e a levei para uma lanchonete próxima.

Nos acomodamos no balcão e lhe perguntei o nome. 

- Meu nome é Domênica.

- Quantos anos você tem? quis saber.

- 23. Muito obrigada, moço! Prefiro pedir do que roubar, o senhor não acha?

- Claro que sim. O que você quer comer?

- Um pão com manteiga, moço – disse-me ela gentilmente.

- Você gosta de misto quente?

- O senhor que sabe, moço. Gosto sim.

- E o que quer beber?

- Um café com leite.

Fiz sinal para a garçonete e pedi um misto-quente e um café com leite para a garota.

- Brigada, moço. Eu tô gravida, mas prefiro pedir do que roubar – me repetiu ela. – Mas encontro pessoas boas, moço. Mesmo quando não me dão eu continuo pedindo. Eu não tenho vergonha de pedir.

- Está certo. Você não deve mesmo roubar. Há quanto tempo que você está nas ruas?

- Há três meses, moço.

- E há quanto tempo você está grávida?

- Há 2 meses.

- E você morava onde?

- Em Mauá, conhece?

- Pouca coisa – falei, mas na verdade não conheço nada do lugar.

- Minha mãe era alcólatra, moço. Sempre tava batendo na gente. Então um dia fugi de casa. Não aguentada mais apanhar.

- Certo. E quantos irmãos você tem?

- Tenho um, que também saiu de casa.

- Antes ou depois de você – quis saber.

- Ele saiu antes.

- E sei pai?

- Meu pai morreu. Se ele estivesse vivo, tudo seria diferente. Meu pai era uma pessoa boa, moço. Se ele soubesse que minha mãe tratava a gente como ela tratava, ele tinha matado ela.

- E você não usa drogas, usa?

- Não, moço! Não uso não. Quando me oferecem eu não aceito.

- Isso mesmo. Afinal, você tem que pensar, além de você, nesse bebê que está crescendo na sua barriga.

- Eu estou tentando arrumar um lugar num albergue no Centro. Fiz amizade com umas pessoas lá. Tenho esperança de conseguir um lugar lá, para poder dormir. Porque eles me deixam tomar banho, me dão comida. Mas não posso dormir lá. Assim que conseguir eu vou ver se consigo um trabalho, para poder me sustentar e sustentar meu filho.

- E por enquanro vc dorme onde?

Ela me apontou a praça Rosevelt:

- Durmo lá!

Fiquei imaginando aquela jovem dormindo ao relento, e me abatei uma tristeza. É muito triste nos darmos conto que que existem tantos que sofrem, muitas vezes calados, durante as madrugadas frias.

- Espero que você consiga logo um lugar no Albergue – disse-lhe com sinceridade.

- Obrigada, moço!- disse-me ela, dando uma enorme mordia no sanduiche.

- Mas nunca se envolva com drogas, hein? – altertei ela. – Você mesma deve saber que é um caminho muito perigoso.

- Sei sim, moço. Não quero me envolver com isso não.

- Beleza! Assim fico mais despreocupado. Bom, tenho que ir. Vê se te cuida.

- Obrigada, moço. Deus te abençoe – disse-me ela, me apertando a mão.

- Você também – disse lhe apertando a pequena mão. – Quanto devo? Perguntei à garçonete.

- São 4 reais.

Fui até o caixa e paguei. Me sobrou 6 reais de troco. Voltei até a moça e lhe entreguei uma nota de 5 reais.

- Toma! Pra você comer alguma coisa mais tarde.

Ela olhou a nota, e novamente me apertou a mão: – Muito obrigada, moço!

- Se cuida, menina.

Quando estava saindo um senhor, que estava “esquentando” a goela, me bordou: – Acho que conheço o senhor. O senhor não é o Dr. Guilherme?”

- Não, não sou o Dr. Guilherme – respondi com um sorriso.

- Mas o senhor parece muito com ele.

- Bom, agradeço, mas não sou esse Dr. Guilherme. Fique com /deus.

- O senhor Também.

Quando estava saindo ainda consegui ouvir o senhor falando com o caixa da lanchonete: – Ele é a cara do Dr. Guilherme.

Não conheço esse Dr. guilherme, mas espero que ele possa estar ajudando muitas pessoas. Não sou médico formado. Mas, algumas vezes tento ajudar também. E peço para que deus possa ministrar o remédio da melhor maneria para as pessoas que encontro pelo caminho desta minha humilde vida.


Educando a Escrita

Julho 28, 2008

Estava eu no final de semana, trabalhando no Centro cultural São Paulo, onde faço convocação durante um final de semana por mês, e me deparei com uma leitura interessante. Não me lembro agora quem era o autor, mas lembro que ele falava sobre a falta de criatividade que ele estava tendo. Um desses bloqueios literários. Mas mesmo assim ele disse que não deixou de escrever, e isso foi o que me chamou a atenção. Há tempos que eu venho tentando me educar na área literária, e acho que o escritor disse muito bem quanto ao fato que não devemos deixar de escrever, mesmo não tendo inspiração no momento. Escrever deve ser uma prática diária, e não apenas no momento em que temos um estalo na cabeça com uma boa idéia. Vou procurar (mais uma vez, hehehe) escrever mais, assim quem sabe, durante esses momentos de escrita não me aparece uma idéia iluminada para algo novo e bom.

Bem, só o tempo irá me responder a isso.

Grande abraço,